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domingo, 25 de novembro de 2012

Pérola de Sabedoria gringa (ou será que não?)

 
Ultimamente tenho escutado falar muito nessa tal de "zona de conforto", que supostamente seria o lugar onde a criatura se sentiria confortável - dã! - e do qual não gostaria de sair. E essa tal coisa pode ser mesmo qualquer coisa: um emprego, um relacionamento, a relação estabelecida com os outros e consigo mesmo, gostos pessoais... enfim, uma lista enorme e muito subjetiva. E aí, a tal da zona de conforto é sinônimo de estagnação, ou seja, uma característica negativa.
 
Mas será que é isso mesmo?
 
Por exemplo, segundo a teoria aí de cima, eu, que tenho o preparo físico de um pé de alface, odeio matemática e abomino comida crua, deveria sai da minha zc e, sei lá, me preparar para escalar o Aconcágua (tudo bem, vai: o Morro da Urca já estaria de bom tamanho), estudar Análise de Sistemas e ir almoçar sushis e sashimis todos os dias no japa.
 
Com foco, treinamento e uma boa dose de perseverança (e loucura), em mais ou menos cem anos eu estaria fincando a bandeirinha no pico do morro, faria as quatro operações sem usar a calculadora e me transformaria praticamente num pinguim. Mas não posso deixar de me perguntar no que fazer tudo isso me tornaria uma pessoa mais feliz, ou melhor. Ou mais adequada (ao que, cara-pálida?).
 
Partindo da premissa que estamos onde queremos, e fazemos o que escolhemos fazer, acho essa história um grande papo furado. Porque, vamos combinar, bom mesmo é  o caminho inverso do proposto: todos morando em suas zonas de conforto, com direito a jogar a chave pela janela.
 
Bisou e um domingo bem confortável para você, ;*

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Alterando padrões


Olho para o meu sobrinho adolescente e vejo como são profundas e vertiginosas a mudanças com as quais ele tem que lidar. Porque adolescer é isso: sair - na marra - do branco para o preto, sem ter ainda a habilidade de perceber o cinza.

E, pasma, percebo que comigo ocorrem as mesmas profundas e vertiginosas mudanças, como numa adolescência às avessas (maturescência?), onde a capacidade de enxergar o cinza não diminui a velocidade dos acontecimentos, nem a minha estranheza frente a eles.

Ainda bem que dá para pular a parte das espinhas.

Bisou, ;* 

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